Em Setembro o meu amigo e colega Gonçalo escreveu aqui o primeiro post com o título Finalmente.... Praticamente 5 meses depois criaram-se condições para falarmos no 2º finalmente, graças ao empenho e criatividade do meu amigo de longa data Miguel Ferraz.
Daqui a dois ou três "finalmentes" perceberão o que estamos para aqui a dizer... Párem de ligar para o Magalhães Lemos e para o Júlio de Matos, a sério. Espero só que os próximos finalmentes não sejam tão distanciados como estes iniciais.
Resta-me dizer OBRIGADO MIGUEL E BEM-VINDO À PONTE (não te atires)!
02/02/2004
30/01/2004
Gremlins 03
Ao longo dos últimos anos tenho acompanhado como espectador ou profissionalmente a entrega dos Grammy Awards. É provavelmente a maior festa da música mundial, juntamente com os MTV Video and Music Awards (isto é, a edição norte-americana).
Sinceramente sou adepto do showbizz (uma palavra que aprendi a usar com o caro Álvaro Costa) todo o espectáculo que se apresenta e que está por trás destas cerimónias fantásticas ligadas ao mundo da música. Infelizmente nunca consegui assistir a nenhuma "live and kicking" e nos últimos 2 anos esteve perto. Talvez durante este ano... quem sabe... em Lisboa. Mas isso são outras histórias...
Estou a preparar a próxima transmissão da cerimónia da 46ª edição dos Grammys (ou Gremlins para os amigos). E sinceramente estou a gostar de voltar a ouvir com atenção os discos de Justin Timberlake (adorava ter o DVD, confesso), Eminem (8 Mile), Beyoncé, Outkast (continua a rodar no carro), Neptunes (Pharrel Williams estás lá!), Jay Z (porquê descobri este senhor tão tarde?) e as bandas-sonoras de "Kill Bill", "Chicago" ou "School of Rock".
Enfim... muitos discos... muitas canções e muita diversão !
Quem quiser pode acompanhar apartir de Domingo (dia 8) depois da meia-noite pela CBS (TV) ou pela Antena 3 (rádio).
Todas as informações em: www.grammys.com.
Sinceramente sou adepto do showbizz (uma palavra que aprendi a usar com o caro Álvaro Costa) todo o espectáculo que se apresenta e que está por trás destas cerimónias fantásticas ligadas ao mundo da música. Infelizmente nunca consegui assistir a nenhuma "live and kicking" e nos últimos 2 anos esteve perto. Talvez durante este ano... quem sabe... em Lisboa. Mas isso são outras histórias...
Estou a preparar a próxima transmissão da cerimónia da 46ª edição dos Grammys (ou Gremlins para os amigos). E sinceramente estou a gostar de voltar a ouvir com atenção os discos de Justin Timberlake (adorava ter o DVD, confesso), Eminem (8 Mile), Beyoncé, Outkast (continua a rodar no carro), Neptunes (Pharrel Williams estás lá!), Jay Z (porquê descobri este senhor tão tarde?) e as bandas-sonoras de "Kill Bill", "Chicago" ou "School of Rock".
Enfim... muitos discos... muitas canções e muita diversão !
Quem quiser pode acompanhar apartir de Domingo (dia 8) depois da meia-noite pela CBS (TV) ou pela Antena 3 (rádio).
Todas as informações em: www.grammys.com.
21/01/2004
O círculo (semi)perfeito
Acabei de chegar a casa depois do concerto de A Perfect Circle no Coliseu dos Recreios, em Lisboa.
E o que vos posso dizer ?
Acho que o 1º álbum "Mer de Noms" resulta melhor que o mais recente "Thirteen Step". Acho que Maynard James Keenan é O vocalista de rock do século XXI. Acho que visualmente resultam menos do que Tool. Acho que ouvir uma secção ritmica como a que se apresentou é preciso. Acho que ver Twiggy Ramirez vestido de fato e James Lha com o cabelo louro platinado é "weird" mas muito cool.
Acho que foi um bom concerto ! Bom !
Pena os homens de verde terem atacado hoje o meu 4x4. :(
Ainda esta semana vou deixar aqui uma imagem desta actuação...
E o que vos posso dizer ?
Acho que o 1º álbum "Mer de Noms" resulta melhor que o mais recente "Thirteen Step". Acho que Maynard James Keenan é O vocalista de rock do século XXI. Acho que visualmente resultam menos do que Tool. Acho que ouvir uma secção ritmica como a que se apresentou é preciso. Acho que ver Twiggy Ramirez vestido de fato e James Lha com o cabelo louro platinado é "weird" mas muito cool.
Acho que foi um bom concerto ! Bom !
Pena os homens de verde terem atacado hoje o meu 4x4. :(
Ainda esta semana vou deixar aqui uma imagem desta actuação...
20/01/2004
Ary...
"Estrela da Tarde"
Era a tarde mais longa de todas as tardes que me acontecia
Eu esperava por ti, tu não vinhas, tardavas e eu entardecia
Era tarde, tão tarde, que a boca, tardando-lhe o beijo, mordia
Quando à boca da noite surgiste na tarde tal rosa tardia
Quando nós nos olhámos tardámos no beijo que a boca pedia
E na tarde ficámos unidos ardendo na luz que morria
Em nós dois nessa tarde em que tanto tardaste o sol amanhecia
Era tarde de mais para haver outra noite, para haver outro dia
Meu amor, meu amor
Minha estrela da tarde
Que o luar te amanheça e o meu corpo te guarde
Meu amor, meu amor
Eu não tenho a certeza
Se tu és a alegria ou se és a tristeza
Meu amor, meu amor
Eu não tenho a certeza
Foi a noite mais bela de todas as noites que me adormeceram
Dos nocturnos silêncios que à noite de aromas e beijos se encheram
Foi a noite em que os nossos dois corpos cansados não adormeceram
E da estrada mais linda da noite uma festa de fogo fizeram
Foram noites e noites que numa só noite nos aconteceram
Era o dia da noite de todas as noites que nos precederam
Era a noite mais clara daqueles que à noite amando se deram
E entre os braços da noite de tanto se amarem, vivendo morreram
Eu não sei, meu amor, se o que digo é ternura, se é riso, se é pranto
É por ti que adormeço e acordo e acordado recordo no canto
Essa tarde em que tarde surgiste dum triste e profundo recanto
Essa noite em que cedo nasceste despida de mágoa e de espanto
Meu amor, nunca é tarde nem cedo para quem se quer tanto!
por José Carlos Ary dos Santos
-------------------------------------------------------
E desta forma presto a minha singela homenagem a um grande poeta...
Já agora... a dupla de escritores de canções que formava com o Fernando Tordo... ainda existe em Portugal quem trabalhe assim e com a qualidade destes ?
Era a tarde mais longa de todas as tardes que me acontecia
Eu esperava por ti, tu não vinhas, tardavas e eu entardecia
Era tarde, tão tarde, que a boca, tardando-lhe o beijo, mordia
Quando à boca da noite surgiste na tarde tal rosa tardia
Quando nós nos olhámos tardámos no beijo que a boca pedia
E na tarde ficámos unidos ardendo na luz que morria
Em nós dois nessa tarde em que tanto tardaste o sol amanhecia
Era tarde de mais para haver outra noite, para haver outro dia
Meu amor, meu amor
Minha estrela da tarde
Que o luar te amanheça e o meu corpo te guarde
Meu amor, meu amor
Eu não tenho a certeza
Se tu és a alegria ou se és a tristeza
Meu amor, meu amor
Eu não tenho a certeza
Foi a noite mais bela de todas as noites que me adormeceram
Dos nocturnos silêncios que à noite de aromas e beijos se encheram
Foi a noite em que os nossos dois corpos cansados não adormeceram
E da estrada mais linda da noite uma festa de fogo fizeram
Foram noites e noites que numa só noite nos aconteceram
Era o dia da noite de todas as noites que nos precederam
Era a noite mais clara daqueles que à noite amando se deram
E entre os braços da noite de tanto se amarem, vivendo morreram
Eu não sei, meu amor, se o que digo é ternura, se é riso, se é pranto
É por ti que adormeço e acordo e acordado recordo no canto
Essa tarde em que tarde surgiste dum triste e profundo recanto
Essa noite em que cedo nasceste despida de mágoa e de espanto
Meu amor, nunca é tarde nem cedo para quem se quer tanto!
por José Carlos Ary dos Santos
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E desta forma presto a minha singela homenagem a um grande poeta...
Já agora... a dupla de escritores de canções que formava com o Fernando Tordo... ainda existe em Portugal quem trabalhe assim e com a qualidade destes ?
GC presents...
David Holmes and The Free Association
Quem não conhece este senhor devia !
Ele foi o responsável por bandas-sonoras de "Out of Sight" ou "Ocean's Eleven" (e já se diz que já está a trabalhar no "Ocean's Twelve").
Este é o seu úlitmo disco, já com data de 2002, mas que quando se ouve é preciso parar !
Quem não conhece este senhor devia !
Ele foi o responsável por bandas-sonoras de "Out of Sight" ou "Ocean's Eleven" (e já se diz que já está a trabalhar no "Ocean's Twelve").
Este é o seu úlitmo disco, já com data de 2002, mas que quando se ouve é preciso parar !
13/01/2004
Direito de resposta
Depois de ler o texto sobre a rádio não podia deixar aqui de expressar a minha opinião.
Creio que não sabem mas eu trabalho em rádio. Sou produtor e agora tenho também o prazer de fazer locução e de vez em quando tocar um ou outro tema da minha alegria.
Esta é uma aventura que começou em 95 enquanto adolescente... em minha casa com um grande amigo a tocar discos para as meninas da zona. Na altura ouvia-se desde Beatles (sempre!) até Muddy Waters... e a alegria é muita. Tenho pena de não encontrar as K7 com as gravações. Mas já passaram quase 10 anos e sempre estive aqui... sempre ligado à música.
Acho que aquilo que me puxou para a rádio foi a alegria de ouvir aquele tema que ninguém toca, aquele artista novo ou o último trabalho da banda X. E com a emoção, palavra e enquadramento de quem nos apresenta.
Será que descobrem a minha opinião ?
Acho que sim !
Creio que não sabem mas eu trabalho em rádio. Sou produtor e agora tenho também o prazer de fazer locução e de vez em quando tocar um ou outro tema da minha alegria.
Esta é uma aventura que começou em 95 enquanto adolescente... em minha casa com um grande amigo a tocar discos para as meninas da zona. Na altura ouvia-se desde Beatles (sempre!) até Muddy Waters... e a alegria é muita. Tenho pena de não encontrar as K7 com as gravações. Mas já passaram quase 10 anos e sempre estive aqui... sempre ligado à música.
Acho que aquilo que me puxou para a rádio foi a alegria de ouvir aquele tema que ninguém toca, aquele artista novo ou o último trabalho da banda X. E com a emoção, palavra e enquadramento de quem nos apresenta.
Será que descobrem a minha opinião ?
Acho que sim !
08/01/2004
No tempo dos rádio-clubes
Estava hoje (dia 8 de Janeiro) a ouvir uma emissão de rádio e um dos animadores presentes começou a exibir temas extra-playlist para pura diversão das pessoas no estúdio e dos ouvintes. É sempre agradável quando, numa altura em que as rádios estão quase totalmente entregues aos sistemas informáticos e às "escolhas" que estes fazem, alguém se lembra de chegar e apresentar temas que, por norma, não rodam na emissora.
Até aos meus 12 anos (já lá vão outros tantos) lembro-me do Rádio-Clube de Gondomar, entretanto transformado em redifusor da Rádio Capital, quando a emissão era feita com gira-discos. Nessa altura não havia playlists no formato que há hoje (às X horas Y minutos e Z segundos vai para o ar a música A, 3 minutos e 53 segundos depois são dados 42 segundos ao animador para introduzir o tema seguinte, etc.), a "playlist" era constituída pelos temas que na altura eram sucessos e, como tal, todos os colaboradores tinham o disco para emitir.
Lembro-me particularmente que às vezes um colaborador da rádio mais curioso levava para lá discos que passavam ao lado das massas e começava a colocar no ar as coisas que ele descobria. E era mesmo assim, com a simplicidade de quem estava a mostrar uma música a um amigo, que a emissão deste e de muitos outros Rádio-Clubes do país eram feitas.
Humanizar é imperativo!
Até aos meus 12 anos (já lá vão outros tantos) lembro-me do Rádio-Clube de Gondomar, entretanto transformado em redifusor da Rádio Capital, quando a emissão era feita com gira-discos. Nessa altura não havia playlists no formato que há hoje (às X horas Y minutos e Z segundos vai para o ar a música A, 3 minutos e 53 segundos depois são dados 42 segundos ao animador para introduzir o tema seguinte, etc.), a "playlist" era constituída pelos temas que na altura eram sucessos e, como tal, todos os colaboradores tinham o disco para emitir.
Lembro-me particularmente que às vezes um colaborador da rádio mais curioso levava para lá discos que passavam ao lado das massas e começava a colocar no ar as coisas que ele descobria. E era mesmo assim, com a simplicidade de quem estava a mostrar uma música a um amigo, que a emissão deste e de muitos outros Rádio-Clubes do país eram feitas.
Humanizar é imperativo!
05/01/2004
2004 - Euro e que mais ?
2004 ? sem d?vida o ano do Euro e do Rock in Rio - Lisboa... mas tamb?m de outras coisas... e boas !
Durante esta semana tive a fazer uma recolha dos discos nacionais que devem chegar ?s lojas durante estes 365 dias. Aqui ficam:
- Nicorette "Eternal Premiere" (Janeiro)
- X Wife "Feeding the Machine" (12 Janeiro)
- Sloppy Joe "Flic Flac Circus" (13 Janeiro)
- The Ultimate Architects "Contruir, Edificar..." (26 Janeiro)
- Anabela Duarte Digital Quartet "Blank Melodies" (Janeiro ?)
- Matozoo (Janeiro ?)
- Gomo "Best of" (9 Fevereiro)
- ?lga (Fevereiro ?)
- Loto "The Club" (Fevereiro ?)
- Hipn?tica "Reconciliation" (10 Fevereiro)
- Spatial White Noise (Fevereiro ?)
- Grace (29 Janeiro)
- Tendrills "Gray Area Zone" (2 Mar?o)
- M?o Morta (12 Mar?o)
- Mercado Negro "Mercado Negro" (30 Mar?o)
- Pl?stica (27 Abril)
- Rollana Beat "Murdering The Classics" (25 Maio)
- Lulu Blind "Best Of?" (29 Junho)
Sem data
- The Gift (actualizado)
- Report?r Estr?bico (actualizado)
- Worsong "Fernando Pessoa" (actualizado)
- Human Cycle (actualizado)
- Belle Chase Hotel (actualizado)
- Dan?as Ocultas (actualizado)
- US Forretas Ocultos (actualizado)
- Ala dos Namorados "Ao Vivo" (actualizado)
- Colect?nea "Diverg?ncias" (actualizado)
- Colect?nea "? Sombra de Deus Vol.3" (actualizado)
- Margarida Pinto (Coldfinger) (actualizado)
- Ant?nio Olaio/Jo?o Taborda (actualizado)
- Bodhi (actualizado)
- Banda-Sonora "Respirar (debaixo d'?gua)" (actualizado)
- Pluto (Manel Cruz e Peixe) (actualizado)
- Quinteto Tati (actualizado)
- Dead Combo (actualizado)
- Tributo a Scott Walker (actualizado)
- Colect?nea "Manifesto" (actualizado)
- Cyz (actualizado)
- Type+Kallaf (actualizado)
- Orlando Santos (actualizado)
- Sam The Kid (actualizado)
- Xutos & Pontap?s (actualizado)
- Bandex (actualizado)
- Jos? M?rio Branco (actualizado)
- New Naked Sounds (actualizado)
- Bunnyranch (actualizado)
- A Jigsaw (actualizado)
- Mecanosphere (actualizado)
- Norton (actualizado)
- Jaguar (actualizado)
- Ithaka (actualizado)
- The Unplayable Sofa Guitar
- The Boy With The Broken Leg
- Alla Polacca
- Gig
- Wray Gunn
- D3O
- Old Jerusalem
- Wave Simulator
- Micro MC's "Mentes Conscientes"
- Prince Wadada
- Cl? "Nosferatu - Banda Sonora"
- Bildmeister
- Loosers
- Of?cio
- Mind Da Gap
Em est?dio
- Cl?
- Yellow W Van
- Da Weasel
Reedi??es
- Gaiteiros de Lisboa
- Micro "Micro Est?tica"
- Sam The Kid "Sobre(tudo)"
- M'as Foice
Se souberem de mais... estejam ? vontade para deixar aqui os nomes e datas....
Durante esta semana tive a fazer uma recolha dos discos nacionais que devem chegar ?s lojas durante estes 365 dias. Aqui ficam:
- Nicorette "Eternal Premiere" (Janeiro)
- X Wife "Feeding the Machine" (12 Janeiro)
- Sloppy Joe "Flic Flac Circus" (13 Janeiro)
- The Ultimate Architects "Contruir, Edificar..." (26 Janeiro)
- Anabela Duarte Digital Quartet "Blank Melodies" (Janeiro ?)
- Matozoo (Janeiro ?)
- Gomo "Best of" (9 Fevereiro)
- ?lga (Fevereiro ?)
- Loto "The Club" (Fevereiro ?)
- Hipn?tica "Reconciliation" (10 Fevereiro)
- Spatial White Noise (Fevereiro ?)
- Grace (29 Janeiro)
- Tendrills "Gray Area Zone" (2 Mar?o)
- M?o Morta (12 Mar?o)
- Mercado Negro "Mercado Negro" (30 Mar?o)
- Pl?stica (27 Abril)
- Rollana Beat "Murdering The Classics" (25 Maio)
- Lulu Blind "Best Of?" (29 Junho)
Sem data
- The Gift (actualizado)
- Report?r Estr?bico (actualizado)
- Worsong "Fernando Pessoa" (actualizado)
- Human Cycle (actualizado)
- Belle Chase Hotel (actualizado)
- Dan?as Ocultas (actualizado)
- US Forretas Ocultos (actualizado)
- Ala dos Namorados "Ao Vivo" (actualizado)
- Colect?nea "Diverg?ncias" (actualizado)
- Colect?nea "? Sombra de Deus Vol.3" (actualizado)
- Margarida Pinto (Coldfinger) (actualizado)
- Ant?nio Olaio/Jo?o Taborda (actualizado)
- Bodhi (actualizado)
- Banda-Sonora "Respirar (debaixo d'?gua)" (actualizado)
- Pluto (Manel Cruz e Peixe) (actualizado)
- Quinteto Tati (actualizado)
- Dead Combo (actualizado)
- Tributo a Scott Walker (actualizado)
- Colect?nea "Manifesto" (actualizado)
- Cyz (actualizado)
- Type+Kallaf (actualizado)
- Orlando Santos (actualizado)
- Sam The Kid (actualizado)
- Xutos & Pontap?s (actualizado)
- Bandex (actualizado)
- Jos? M?rio Branco (actualizado)
- New Naked Sounds (actualizado)
- Bunnyranch (actualizado)
- A Jigsaw (actualizado)
- Mecanosphere (actualizado)
- Norton (actualizado)
- Jaguar (actualizado)
- Ithaka (actualizado)
- The Unplayable Sofa Guitar
- The Boy With The Broken Leg
- Alla Polacca
- Gig
- Wray Gunn
- D3O
- Old Jerusalem
- Wave Simulator
- Micro MC's "Mentes Conscientes"
- Prince Wadada
- Cl? "Nosferatu - Banda Sonora"
- Bildmeister
- Loosers
- Of?cio
- Mind Da Gap
Em est?dio
- Cl?
- Yellow W Van
- Da Weasel
Reedi??es
- Gaiteiros de Lisboa
- Micro "Micro Est?tica"
- Sam The Kid "Sobre(tudo)"
- M'as Foice
Se souberem de mais... estejam ? vontade para deixar aqui os nomes e datas....
22/12/2003
Momentos do ano
É a primeira vez que faço isto e ainda não sei bem por onde começar... O que me foi proposto foi escolher os meus 10 discos do ano. Confesso que este foi talvez o ano em que poucos discos lançados este ano comprei, infelizmente o mercado está bastante inflacionado e, cada vez mais, temos de olhar para as etiquetas "Preço Verde" e "Preço de Amigo", que normalmente rondam o preço aceitável por um disco (entre 12 a 16 euros). Com os preços praticados e com a falta de emprego (limito-me a estudar em horário quase-pós-laboral), esta selecção fica bastante dificultada.
Achei, contudo, que não devia referir apenas discos do ano mas também momentos...
O momento extremamente negativo de 2003 foi a não-existência do festival Ilha do Ermal. Se por um lado um dos momentos mais negativos de 2002 foi a forma como o público reagiu aos Nickelback, por outro lado é importante e faz falta um espaço onde o Nu-Rock e outros sons mais "pesados" tenham um lugar de destaque. O meio underground do metal é, talvez, aquele que tem maiores dimensões em Portugal e a existência de um festival que faça uma maior aproximação a esse público é totalmente justificado e louvável.
Também extremamente negativa foi toda a polémica em torno da Orquestra Metropolitana de Lisboa, da qual gosto particularmente. Não tenho dúvidas que, uma vez reposta a credibilidade da instituição, esta continuará a ser a maior e melhor Orquestra portuguesa, seja com que maestro fôr.
Em termos de rádio foram globalmente negativas as (novas) mudanças radicais no seio do grupo Media Capital Rádio (MCR), que voltou a trocar as voltas aos ouvintes. Nestas mudanças apenas o público mais novo de Porto, Coimbra e Lisboa é que fica contemplado com o canal dirigido a eles (a Best Rock, à semelhança do que acontece com o canal rebelde do grupo Renascença, maior rival do MCR); recriou o enfadonho Rádio Clube Português (que, apesar de ter sido o canal que deu origem à revolução de Abril, foi até essa madrugada uma rádio ao serviço do regime) mas que em pouco difere da antiga Nostalgia, apesar de ser dita generalista; a Comercial que foi totalmente reformulada para um público que quer ouvir quase exclusivamente hits, à semelhança do que acontece com a RFM (novamente grupo Renascença); para finalizar também a intermitente emissão da Mix FM no Porto é alvo de crítica. O grupo MCR parece estar inconsistente e, a meu ver, limita-se a tentar seguir o rasto do grupo Renascença. Um tão elevado número de mudanças num período tão escasso não me parece boa política para manter e cativar ouvintes.
Fora do âmbito musical e também pela negativa fica o fim dos ciclos de cinema alternativo no Cine-Estúdio 222, também em Lisboa.
2003 foi também um ano de momentos muito positivos e que desejo que se voltem a registar em 2004. Seguindo a mesma ordem de temas que abordei acima, em termos de festivais foi extremamente positiva a forma como as novas bandas portuguesas passaram pelos palcos dos grandes festivais, contrariando os responsáveis dos grupos privados de rádio que dizem que as pessoas não querem ouvir nova música portuguesa e daí não investirem nela. Vejamos o caso dos EZ Special, por exemplo, uma nova banda e, a partir do momento em que cativaram os ouvidos dos responsáveis de marketing de um operador de telecomunicações, passaram a ter grande air-play em rádios que, por norma, fecham as portas a novos projectos. Mas falava eu dos festivais... O efeito não é propriamente surpreendente, tem vindo a crescer lentamente ao longo dos anos, e consiste na forma como as pessoas vêem as bandas nacionais. Se há três/quatro anos atrás um palco secundário estava sujeito a ter meia-dúzia de curiosos e amigos das bandas a observá-los, agora as pessoas já fazem uma certa questão em passar por lá com a curiosidade de conhecer. Este fenómeno registou-se particularmente na tarde de hip-hop do Festival Sudoeste, onde várias centenas de pessoas se apertavam dentro da tenda.
As Orquestras do Porto vão finalmente ter um espaço (ou já têm) decente para as suas actividades na tão polémica e atrasada Casa da Música. Finalmente alguma coisa em defesa dos músicos clássicos do Porto! Há já vários anos que eram pedidas instalações à Câmara Municipal mas esta nunca deu relevo à cultura. É um facto que o Porto tem problemas bem mais graves que precisam de ser solucionados mas também não se justifica que decisões de clubes de futebol já sejam tidas em conta e com prioridade para executivo camarário.
Na área das rádios foi o serviço público de rádio-difusão que esteve melhor. RDP Antena 1 com um leque mais alargado de nomes portugueses, programação mais abrangente e uma imagem mais jovem e, ao mesmo tempo, mais portuguesa. RDP Antena 2, até aqui limitada a composições clássicas e óperas, expandiu-se também à área do jazz (até aqui quase confinado aos "Cinco Minutos de Jazz" de José Duarte, no canal generalista da RDP). RDP Antena 3, mantendo a base estrutural herdada do Eng. Luís Montez, voltou a crescer na área dos programas temáticos e de autor.
Dito isto, vamos a discos... É habitual escolherem-se múltiplos de 5. Para não correr o risco de excluir algum disco que me agradasse nem escolher discos que não me marcaram particularmente, resolvi escolher meia-dúzia de discos que me surpreenderam de alguma forma.
Opiniões e comentários aguardam-se.
Um Natal Sonoro para todos!
Achei, contudo, que não devia referir apenas discos do ano mas também momentos...
O momento extremamente negativo de 2003 foi a não-existência do festival Ilha do Ermal. Se por um lado um dos momentos mais negativos de 2002 foi a forma como o público reagiu aos Nickelback, por outro lado é importante e faz falta um espaço onde o Nu-Rock e outros sons mais "pesados" tenham um lugar de destaque. O meio underground do metal é, talvez, aquele que tem maiores dimensões em Portugal e a existência de um festival que faça uma maior aproximação a esse público é totalmente justificado e louvável.
Também extremamente negativa foi toda a polémica em torno da Orquestra Metropolitana de Lisboa, da qual gosto particularmente. Não tenho dúvidas que, uma vez reposta a credibilidade da instituição, esta continuará a ser a maior e melhor Orquestra portuguesa, seja com que maestro fôr.
Em termos de rádio foram globalmente negativas as (novas) mudanças radicais no seio do grupo Media Capital Rádio (MCR), que voltou a trocar as voltas aos ouvintes. Nestas mudanças apenas o público mais novo de Porto, Coimbra e Lisboa é que fica contemplado com o canal dirigido a eles (a Best Rock, à semelhança do que acontece com o canal rebelde do grupo Renascença, maior rival do MCR); recriou o enfadonho Rádio Clube Português (que, apesar de ter sido o canal que deu origem à revolução de Abril, foi até essa madrugada uma rádio ao serviço do regime) mas que em pouco difere da antiga Nostalgia, apesar de ser dita generalista; a Comercial que foi totalmente reformulada para um público que quer ouvir quase exclusivamente hits, à semelhança do que acontece com a RFM (novamente grupo Renascença); para finalizar também a intermitente emissão da Mix FM no Porto é alvo de crítica. O grupo MCR parece estar inconsistente e, a meu ver, limita-se a tentar seguir o rasto do grupo Renascença. Um tão elevado número de mudanças num período tão escasso não me parece boa política para manter e cativar ouvintes.
Fora do âmbito musical e também pela negativa fica o fim dos ciclos de cinema alternativo no Cine-Estúdio 222, também em Lisboa.
2003 foi também um ano de momentos muito positivos e que desejo que se voltem a registar em 2004. Seguindo a mesma ordem de temas que abordei acima, em termos de festivais foi extremamente positiva a forma como as novas bandas portuguesas passaram pelos palcos dos grandes festivais, contrariando os responsáveis dos grupos privados de rádio que dizem que as pessoas não querem ouvir nova música portuguesa e daí não investirem nela. Vejamos o caso dos EZ Special, por exemplo, uma nova banda e, a partir do momento em que cativaram os ouvidos dos responsáveis de marketing de um operador de telecomunicações, passaram a ter grande air-play em rádios que, por norma, fecham as portas a novos projectos. Mas falava eu dos festivais... O efeito não é propriamente surpreendente, tem vindo a crescer lentamente ao longo dos anos, e consiste na forma como as pessoas vêem as bandas nacionais. Se há três/quatro anos atrás um palco secundário estava sujeito a ter meia-dúzia de curiosos e amigos das bandas a observá-los, agora as pessoas já fazem uma certa questão em passar por lá com a curiosidade de conhecer. Este fenómeno registou-se particularmente na tarde de hip-hop do Festival Sudoeste, onde várias centenas de pessoas se apertavam dentro da tenda.
As Orquestras do Porto vão finalmente ter um espaço (ou já têm) decente para as suas actividades na tão polémica e atrasada Casa da Música. Finalmente alguma coisa em defesa dos músicos clássicos do Porto! Há já vários anos que eram pedidas instalações à Câmara Municipal mas esta nunca deu relevo à cultura. É um facto que o Porto tem problemas bem mais graves que precisam de ser solucionados mas também não se justifica que decisões de clubes de futebol já sejam tidas em conta e com prioridade para executivo camarário.
Na área das rádios foi o serviço público de rádio-difusão que esteve melhor. RDP Antena 1 com um leque mais alargado de nomes portugueses, programação mais abrangente e uma imagem mais jovem e, ao mesmo tempo, mais portuguesa. RDP Antena 2, até aqui limitada a composições clássicas e óperas, expandiu-se também à área do jazz (até aqui quase confinado aos "Cinco Minutos de Jazz" de José Duarte, no canal generalista da RDP). RDP Antena 3, mantendo a base estrutural herdada do Eng. Luís Montez, voltou a crescer na área dos programas temáticos e de autor.
Dito isto, vamos a discos... É habitual escolherem-se múltiplos de 5. Para não correr o risco de excluir algum disco que me agradasse nem escolher discos que não me marcaram particularmente, resolvi escolher meia-dúzia de discos que me surpreenderam de alguma forma.
![]() | Stowaways - "Why not you?" (Bor Land)
A Bor Land tem trazido para o panorama musical novos nomes e estilos. Se até Janeiro de 2003 a etiqueta de Rodrigo Cardoso contava apenas com compilações e um Split CD promocional, logo no primeiro mês deste ano lançou o trabalho de Old Jerusalem e fechou o ano com um duplo CD de Alla Polacca e Stowaways. Qualquer um dos discos poderia constar nesta lista mas foi a sonoridade dos Stowaways que me cativou e surpreendeu mais; por um lado fez-me reviver os meus primeiros anos de vida, os desenhos animados musicais e, por outro lado, abre portas para a (re)criação de estilos. |
![]() | Blind Zero - "A way to bleed your lover" (Universal Music)
Não é o meu trabalho preferido dos Blind Zero mas é um disco que deve fazer parte das prateleiras de quem procura os melhores trabalhos de música portuguesa, quanto mais não seja pelo simples facto de ser possível ouvir Jorge Palma a cantar em inglês naquele que considero ser o melhor tema do disco. As histórias em torno dos temas acabam por ser a maior mais-valia deste disco. |
![]() | Toranja - "Esquissos" (Universal Music)
Lamentavelmente das poucas vezes em que vi os Toranja ao vivo, o som foi sempre de qualidade medíocre. O que me fez escolher este disco foi talvez a simplicidade das músicas. Não procuram fazer nada de novo e, ao mesmo tempo, são novidade. As músicas ficam agarradas ao ouvido como um cão agarrado a um osso. Se ao início não dei grande relevo à banda, comecei a pensar duas vezes quando dava por mim no chuveiro a cantarolar as músicas deles. Depois da passagem pelo Viva a Música, decidi que era definitivamente um disco a colocar entre os melhores do ano. |
![]() | INFAMOUS & VRZ - "100 Insultos" (Matarroa)
Este disco da editora-irmã da Bor Land (partilham as mesmas instalações da Sra. da Hora - Matosinhos) começou por causar impacto visual. A capa na foto aparenta um cinza escuro e preto banalíssimo mas o real é praticamente todo preto e as partes que se vêem a preto na imagem daqui têm uma camada plástica que reflecte a luz. Depois da apreciação estética o disco foi colocado no leitor de CDs. O disco é um disco de hip-hop como muitos outros... São 18 temas sempre em torno do mesmo tipo de música e de vozes, o que não é de todo funcional. Ouvindo em blocos de 3 temas já resulta extremamente bem. Bons samples, uma produção de grande nível e convidados que dão a este disco um toque de elevada qualidade no hip-hop português. Outros discos de hip-hop lançados este ano poderiam estar aqui mas este foi o que causou maior efeito surpresa, daí estar este e não Ace ou os Dealema neste lugar. |
![]() | Big Fat Mamma - "Parece difícil" (Universal Music)
E esteve mesmo difícil para os Big Fat Mamma... Infelizmente nem o disco veio facilitar as coisas, com a banda a passar quase despercebida para a maioria das pessoas e a própria editora pouco ou nada fez para que as coisas pudessem ser diferentes. Este rock com sabor brasileiro merecia melhor sorte, quanto mais não seja pelo rigor com que os músicos fizeram o seu trabalho e pelas mais-valias trazidas pelos convidados. |
![]() | Sérgio Godinho - "O irmão do meio" (EMI - Valentim de Carvalho)
Não é um disco original no que concerne ao alinhamento mas estão aqui reunidos 15 dos melhores temas de sempre da carreira de Sérgio Godinho cantados ao lado de pessoas de realidades musicais diversas, onde Godinho e convidado(s) de cada tema dão uma roupagem diferente às canções. Vale a pena ouvir e comparar com os originais. |
Opiniões e comentários aguardam-se.
Um Natal Sonoro para todos!
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